Estudantes sim, mães também!


24 de maio de 2016


Por Emanuela Neves do Amaral

Estar na universidade pública hoje não é nada fácil. Antes mesmo de entrar no curso que escolheu, o estudante passa por uma maratona de processos seletivos e disputa vagas num cenário de intensa concorrência.Quando entra se depara com diversas dificuldades que uma instituição de ensino público hoje tem, como a falta de professores, infraestrutura muita vezes precária e falta de auxílio estudantil.
Agora, há um grupo de mulheres na universidade que, além de enfrentar tudo isso, tem que lidar com o desafio de ser estudante e mãe. Entre os cuidados com a criança, a mãe enfrenta a dificuldade de acesso aos espaços da universidade, a falta de vaga na creche universitária, pouco tempo de licença maternidade, falta de auxilio satisfatório e diversas outras barreiras até o fim da graduação.
“Entrar na universidade pra mim foi um sonho, que eu venho batalhando pra realizar. Mas é bem difícil, porque a universidade hoje é muito excludente para as mulheres que são mães. Eu já fui barrada com meu filho no bandejão. Trouxe ele várias vezes nas aulas, os professores são bem flexíveis com essa questão mas os demais espaços não são acolhedores. Eu me sinto excluída, porque várias coisas eu não posso participar por ter um filho. Tem coisas que eu quero ir e que não pode criança. As universidades embora tenham creches não é fácil entrar. Agora foi municipalizado e as mães universitárias não têm acesso a isso. Isso complica bastante o dia a dia”, conta Beatriz, estudante de Sociologia da UFF que foi mãe do primeiro filho ainda no ensino médio, antes mesmo de entrar na universidade.


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Órfã de cinema

21 de maio de 2014

Apesar de Niterói ter 11 salas de cinema, sete delas são do mesmo distribuidor. E não há nenhum cinema de rua

Rafael Trovó

Niterói, a cidade-sorriso, possui 490 mil habitantes e o sétimo melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil. Seu Produto Interno Bruto (PIB) per capita chega a R$ 29.738, acima da média brasileira. Fica a 14 km do Rio de Janeiro, cidade que receberá os principais eventos esportivos da década. Por essas e outras, Niterói é primeiro lugar em qualidade de vida no estado fluminense. 

No entanto, quando o assunto é cinema, a cidade não tem motivos para se orgulhar. Há 11 salas de exibição no município (número considerado razoável). Porém, todas estão concentradas na mão de apenas dois exibidores: Cinemark (no Plaza Shopping, com sete salas) e Severiano Ribeiro (no Shopping Bay Market, com quatro). No total, há na cidade 2.416 poltronas. Cada cadeira corresponde a 201 habitantes. Nenhum cinema de rua. O que aconteceu com Niterói e sua tradicional história cinematográfica?
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4 de janeiro de 2014


Os professores do curso de Comunicação Social da UFF Sylvia Moretzsohn e Ildo Nascimento vinham trabalhando no "Casarão", jornal já tradicional no Iacs, voltado para as questões da universidade, quando começaram a pensar na hipótese de um novo projeto de publicação de informação geral.

Daí surgiu o "Aliás," (assim mesmo, com vírgula), que propunha a realização de reportagens à contracorrente, com o objetivo de levar os leitores a refletir sobre suas certezas cotidianas. Um dos aspectos fundamentais da proposta era o projeto gráfico, que subvertia a fórmula consagrada da diagramação, de modo que os textos fossem vistos também como imagens: assim, os títulos podiam estar tanto no alto quanto no meio ou no pé da página, mas sempre integrados à redação da reportagem. Espaços em branco eram valorizados, tanto quanto fotos ou ilustrações.

O projeto voltava-se para uma prática experimental, como pensavam que devia ser um jornal laboratório: não o puro e simples adestramento dos alunos para a aplicação das técnicas habituais, mas um espaço que estimulasse a criatividade e a inovação. Essa perspectiva também influenciou o velho "Casarão", que foi reestruturado e lançado num formato maior, com periodicidade mais alargada (trimestral), como uma revista.

O "Aliás," teve vida curta: durou de 1998 a 2000. Foram cinco números publicados em papel, os dois iniciais custeados pelos próprios professores orientadores. Alguns outros números foram produzidos, mas não impressos, diante das dificuldades crônicas de estrutura na universidade. Assim, o projeto se encerrou.

Mas ressurge aqui em versão digital para impressão no formato A4, as edições 1, 2, 3 e 4, como um exemplo do que tentamos e que pode ser recuperado, revisto e transformado por quem desejar alargar o horizonte das experiências jornalísticas no âmbito da universidade.

Aliás, nº 1: abril de 1998 (Dropbox / Scribd).
Aliás, nº 2: agosto de 1998 (Dropbox / Scribd)
Aliás, nº 3: maio de 1999 (Dropbox / Scribd).
Aliás, nº 4: setembro de 1999 (Dropbox / Scribd).

Em tempo: não registramos a "marca". De repente, deparamos com a reforma gráfica do jornal O Estado de S.Paulo, que, entre outros cadernos, lançou o "Aliás," (com vírgula e tudo), suplemento dominical de cultura e política. Ficamos felizes com a coincidência.
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28 de junho de 2013

A Revolução será Fotografada*



Wesley Prado 

Este ensaio foi produzido durante cinco atos contra o aumento da passagem no Estado do Rio de Janeiro. As manifestações aconteceram entre os dias 14 e 20 de junho de 2013 nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo.

Alguns analistas já ousam a chamar de revolução toda essa movimentação nas ruas. Se considerarmos a etimologia da palavra (revolutio) é possível entender que o que se passa é uma grande volta, uma girada social que aponta para mudança.
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A lamentável cobertura da greve nas federais

17 de julho de 2012
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Sylvia Debossan Moretzsohn

Sou professora de jornalismo na Universidade Federal Fluminense há 19 anos e acompanho, por interesse e dever de ofício, a cobertura jornalística em geral e, em particular, esta agora sobre a greve nas universidades federais, que já vai completar dois meses. Entendo que os jornais não possam entrar nas minúcias dos detalhes que envolvem as atuais reivindicações, mas deveriam ter a obrigação de esclarecer o que está em jogo. Sobretudo agora, que o governo finalmente se manifestou.

As reportagens do dia 14 de julho não dão esses esclarecimentos. A matéria da Folha ainda tenta relativizar os números do governo (40% e não 45% de reajuste para os próximos três anos). Ainda assim, não mostra que o índice maior de reajuste é apenas para os professores titulares, que representam uma minoria ínfima do total de docentes: fala, como a maioria dos demais jornais, em “doutores”, pura e simplesmente.

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Reuni em xeque

9 de junho de 2012
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Por Larissa Morais e Ana Paula Bragaglia
Ilustração de Ildo Nascimento



Criado no primeiro ano do governo Lula com o objetivo de ampliar o acesso dos brasileiros à educação superior e divulgado desde então como ponto alto da plataforma petista para a área de Educação, o Reuni está posto em xeque na greve das universidades públicas.

A sigla quer dizer Reestruturação e Expansão das Universidades Federais. A expansão de fato aconteceu, mas a reestruturação deixou a desejar. Para expor os problemas que universidades de todo o país estão enfrentando, a professora Kátia Lima, da Escola de Serviço Social, expôs o resultado de sua pesquisa sobre o tema no último dia 30 de maio, no Instituto de Arte e Comunicação Social (Iacs).

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Professores e alunos no Iacs realizam atividades no período de greve

2 de junho de 2012
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Por Carina Lamonatto
Ilustração de Ildo Nascimento

 
O aluno do Instituto de Arte e Comunicação Social (Iacs) da UFF que achou que a greve seria motivo para ficar em casa de pernas para o ar estava completamente enganado. Durante o período de paralisação, serão realizadas no Instituto atividades promovidas por professores e pelo movimento estudantil. Essa é a oportunidade de parar para refletir e entender o que realmente significa a greve, em vez de só reclamar nas redes sociais.
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Comando de greve da UFF organiza calendário

26 de maio de 2012
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Por Márcio Castilho
Ilustração de Ildo Nascimento



O Comando Local de Greve da Associação de Docentes da UFF (Aduff) está realizando atos de mobilização em diferentes unidades para reforçar a adesão à greve de professores, iniciada no último dia 22. As atividades incluem debates e panfletagem nos campi para conscientizar a comunidade acadêmica sobre os motivos da greve e sua importância para a melhoria na qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão nas Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes).

Representantes da Aduff reforçam a necessidade da incorporação de um número maior de docentes junto ao comando de greve para levar o debate às unidades da UFF que ainda não aderiram ao movimento. O calendário de mobilização pode ser consultado no site da Aduff. A próxima assembleia geral está marcada para o dia 29 de maio, às 14h, no Auditório Florestan Fernandes, na Faculdade de Educação, bloco D, no campus do Gragoatá.

A reestruturação da carreira docente, com a valorização do piso e a incorporação das gratificações, e a melhoria das condições de trabalho estão entre as principais reivindicações do movimento docente. Na assembleia do dia 22, os professores fizeram críticas ao modo como vem sendo conduzido o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e ao caráter produtivista da pesquisa acadêmica estimulado pelos órgãos de fomento.

Na ocasião, os professores manifestaram dúvidas em relação ao que não deve funcionar e ao que pode ser considerado atividade de greve, especialmente nas unidades situadas no interior fluminense. Os debates nos campi têm o objetivo de esclarecer também outros questionamentos, como a situação dos docentes em estágio probatório na UFF. Dos 2.950 docentes, cerca de mil (1/3 do total) estão nessa condição. O comando de greve esclareceu que a Andes já divulgou análise jurídica da situação dos professores em estágio probatório, substitutos e visitantes, os quais teriam direito de aderir à paralisação nacional.

Após a última assembleia, os professores ganharam o reforço dos estudantes, que também decidiram entrar em greve, e servidores técnico-administrativos no ato público realizado na Praça do Araribóia, em frente à estação das barcas, no Centro de Niterói.
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Reajuste para professores de federais fica atrás da inflação

24 de maio de 2012
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Por Larissa Morais
Ilustração de Ildo Nascimento



O reajuste de 4% para os professores das universidades federais, pago através de Medida Provisória no contracheque de maio, não cobre sequer a inflação do ano passado. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é usado como referência para a atual política de metas de inflação, ficou em 6,5% em 2011.

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A greve nas federais e o reajuste engana-trouxa

19 de maio de 2012
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Por Sylvia Moretzsohn
Ilustração de Ildo Nascimento





Na mesma semana em que a Andes, o sindicato nacional dos professores de universidades federais, anunciou a deflagração de uma greve, o Ministério da Educação divulgou nota informando que havia sugerido à Presidência da República a edição de Medida Provisória para garantir o pagamento do reajuste salarial de 4% prometido para março, mas ainda não pago, e a incorporação das “gratificações específicas do magistério superior”(conhecidas pela sigla “gemas”, o que sempre foi um convite quase irresistível a todo tipo de ironia) ao salário-base.
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Assalto na saída do Iacs leva estudantes e professores a reivindicar segurança

16 de outubro de 2011


Arte: Ildo Nascimento
 O mais recente assalto a um grupo de estudantes de jornalismo, que saía do Iacs pouco depois das nove da noite de 19 de agosto, foi a gota d’água para o início de um protesto que se espalhou pelo mundo virtual. O “twittaço” promovido pelos estudantes chamou a atenção da imprensa e foi parte de uma mobilização que trouxe representantes da Polícia Militar à sede do Instituto, para discutir sugestões que possam reduzir a insegurança na área. O debate, entretanto, frustrou as expectativas. E uma entrevista com um morador do Morro do 94, vizinho ao Iacs, mostra como a questão é mais complicada do que parece.
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Site mapeia locais de violência em Niterói

25 de agosto de 2011
Por Ana Carolina Mascarenhas

O site Crimes em Niterói foi uma das formas encontradas pelos estudantes do Iacs para estimular denúncias contra a insegurança na região. Um mapa assinala os pontos, os dias e horários em que ocorreu algum tipo de crime, como assaltos, racismo, homofobia, violência sexual, sequestros relâmpagos e até abandono de incapaz. Para relatar, deve-se enviar um e-mail para o administrador, preencher um formulário ou tuitar com a hashtag #nitcrimes.

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Protestos virtuais: como sair da tela do computador?

1º de setembro de 2011
Por Elisa Bastos e Fernanda Costantino

A nova onda de protestos virtuais traz inúmeras controvérsias nas novas discussões sobre as redes sociais. Milhares de pessoas usuárias desses meios aderem a campanhas virtuais que, muitas vezes, não saem das telas do computador. O evento do Facebook “#SegurançaUFF” contou com 1.871 presenças confirmadas, no final de agosto desse ano. Esse foi o jeito que alunos da Universidade Federal Fluminense encontraram para reivindicar mais segurança ao redor dos campi da universidade. O movimento os levou ainda a publicar no Twitter a frase “#uffnocqc”, em uma tentativa de chamar a atenção do programa da Band e atrair o foco das mídias para o problema. O tópico ficou em primeiro lugar de circulação no site durante o dia 26 de agosto.
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Debate com PM sobre segurança decepciona público da UFF

2 de setembro de 2011
Por Leonardo Pimentel Freire

Decepção foi a palavra mais adequada para definir o sentimento dos estudantes, professores e funcionários da UFF que compareceram ao debate com representantes da Polícia Militar, na noite de 1º de setembro, no Instituto de Arte e Comunicação Social. Cansados com a sensação de insegurança nas imediações da universidade provocada pelos constantes assaltos, eles cobraram maior atenção policial ao Centro de Niterói e aos bairros Ingá e São Domingos, mas ouviram respostas prontas e não viram perspectivas de melhora. O início do encontro já não se mostrava nada animador: o comandante do 12º Batalhão da PM, tenente-coronel Paulo Henrique de Moraes, não pôde comparecer e mandou em seu lugar o capitão Hudson, acompanhado do soldado Boechat, responsável por fazer um relatório com as reclamações e entregá-las ao novo comando, já que tanto o tenente-coronel quanto o capitão deixariam em breve o Batalhão, de acordo com o tradicional rodízio que ocorre na corporação.
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Protesto via twitter mobiliza imprensa mas levanta a questão: isso basta?

2 de setembro de 2011
Por Isabel Muniz

O “twittaço” que os estudantes do Iacs organizaram no dia 24 de agosto para chamar a atenção sobre a falta de segurança deu resultado imediato: equipes de reportagem de emissoras de TV foram aos campi da UFF conversar com os alunos, diversos jornais noticiaram o fato. Mas a mobilização dos estudantes através das redes sociais levou a uma dúvida: manifestações virtuais podem substituir as formas tradicionais de protesto?

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No morro vizinho ao Iacs, um relato que nunca foi levado em conta

25 de agosto de 2010
Por Evandro Pereira

“Tenho medo, sim. Medo de que aconteça algo comigo, com minha família. Ninguém gosta de ter uma arma apontada em sua direção. Todos aqui se sentem inseguros. Só queremos paz.”
O relato é de Paulo Rodrigues.

Paulo não foi vítima de assalto. Não mora em Icaraí. Seus filhos não estudam no Colégio São Vicente ou na UFF.

Paulo nunca foi ouvido por um repórter.

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À direção do Instituto de Arte e Comunicação Social

21 de agosto de 2011

Na última sexta-feira (19 de agosto), saíamos de nossas aulas do IACS em grupo, na direção da Praça da Cantareira, quando fomos abordados por dois homens de moto, um deles armado. Em pânico, parte do nosso grupo fugiu antes mesmo de perceber a arma. Dois alunos permaneceram e ficaram na mira de um revólver até que passassem aos bandidos seus pertences, como dinheiro e celular. A outra parte do grupo se escondeu em um estabelecimento da rua. Uma das meninas caiu enquanto fugia e se acidentou nos joelhos e nas mãos, enquanto outra teve a roupa rasgada.

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Estudantes foram atacados na saída da faculdade

21 de agosto de 2011
Estudantes foram atacados na saída da faculdade Passava pouco das nove da noite de uma sexta-feira, 19 de agosto, quando um grupo de oito estudantes de jornalismo, que saía do Iacs na direção da Praça da Cantareira, foi abordado por dois homens de moto. A maioria fugiu correndo, mas dois deles, Aline Bonatto e Leonardo Nascimento, foram rendidos sob a mira de uma arma e tiveram de entregar celulares e dinheiro.

Os estudantes enviaram carta à direção do Iacs pedindo providências contra a insegurança na região. Relatam que nem mesmo a tentativa de se proteger, saindo em grupos, vem dando resultado. Porém, a informação de o horário de encerramento das aulas foi antecipado para as 21h30 (em vez das 22h) em consequência dos assaltos não procede: a antecipação deve-se à precariedade do transporte noturno para quem depende de barcas ou ônibus para o Rio e municípios vizinhos.
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Debate fez transbordar o salão nobre da Faculdade de Direito

22 de outubro de 2010
Por Luísa Vianna

A falta de espaço não espantou os estudantes que lotaram o Salão Nobre da Faculdade de Direito da UFF para o debate sobre as UPPs. Muitos sentaram-se no chão, amontoaram-se em torno de câmeras e tripés ou tiveram de se espremer junto às paredes da duas portas de entrada. A balbúrdia de vozes desencontradas impedia o entendimento das falas, mas o público não arredou pé.

O interesse maior era sobre a intervenção do deputado Marcelo Freixo, que, com discurso forte e muitas vezes apaixonado, acabou conquistando fama entre os jovens por causa de sua luta contra as milícias e pela comoção causada ao divulgar que fora ameaçado de morte pelos milicianos contra os quais lutava. Mais recentemente, Freixo virou inspiração para o personagem Fraga, do filme “Tropa de Elite 2”, e se tornou ainda mais popular entre os jovens.
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Cadernos de Reportagem é um projeto editorial do Curso de Comunicação Social da UFF lançado em 3 de outubro de 2010.
 
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