Empoderamento da Mulher


14 de abril de 2015



Não é difícil constatar a tradição machista na sociedade brasileira. Desde pesquisas que comprovam que a mulher recebe menos do que o homem na média do país até ideias incutidas na mente das pessoas como “lugar de mulher é na cozinha”, a mulher é vítima de diversos tipos de abuso em casa, no trabalho e em lugares públicos.

Entretanto, elas estão cada vez mais conquistando espaço na sociedade e garantindo seus direitos, e é isso que o Cadernos de Reportagem mostrará com a nova série temática "Empoderamento da Mulher".
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Regulamentação da prostituição: um debate sobre mulheres marginalizadas


03 de maio de 2015

A discussão sobre o assunto divide opiniões, mas todos entendem a necessidade de garantia de direitos às prostitutas 


Por Tatiana de Carvalho Oliveira



A 76ª Delegacia Policial (DP) e a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói invadiram um prédio no Centro da cidade, no dia 23 de maio de 2014. No “Prédio da Caixa”, como é conhecido o edifício, trabalhavam cerca de 400 prostitutas. A ação terminou na retirada de 300 delas do local e na interdição dos quatro andares em que trabalhavam. A ação foi determinada pela juíza Rose Marie, da 1ª Vara Criminal, e teve o auxílio de 13 delegacias do Estado do Rio de Janeiro.

Uma das prostitutas que estava presente na invasão policial participou de uma audiência pública, no começo de junho, e denunciou as ações da polícia no caso. Isabel (nome fictício) disse que as prostitutas foram ameaçadas, agredidas, humilhadas e roubadas pelos policiais. Segundo ela, houve também casos de estupros.
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Pornografia: a busca feminina num território dominado pelos homens


16 de abril de 2015

Por Cecília Boechat e Gabriella Balestrero

De acordo com o canal do Youtube All Time 10s, 30 mil pessoas estão assistindo a vídeos pornográficos neste exato momento. Desse total, 25% a 33% dos espectadores são formados por mulheres. Ou seja, há, no minimo, 7,5 mil mulheres assistindo filmes pornôs nesse segundo. Apesar da grande audiência feminina, a maioria das produções pornográficas é direcionada ao público masculino, pelo menos nas produtoras mais conhecidas.

Segundo a doutoranda Nayara Matos, da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a mulher, de modo geral, sempre se interessou por pornografia, mas devido a uma concepção cultural socialmente construída que nega à mulher a liberdade pelo interesse erótico, inscrevendo-a em um lugar de vergonha e de culpa, essa busca feminina não é fácil de ser observada. Ainda hoje, poucas mulheres se dispõem a falar abertamente sobre o tema. “É um assunto do qual as pessoas têm vergonha de falar. Existe essa moralização em cima da pornografia (...) então é raro você encontrar (alguém). É diferente quando se fala sobre outros assuntos: de cinema, de política, de algo em que não haja um julgamento em cima de você”.

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