Saúde pública abre nova série do Cadernos de Reportagem


A saúde pública é uma discussão que atinge todas as esferas de governo no Brasil. Pessoas sofrem em filas de hospitais e não têm seus direitos atendidos. No período eleitoral, várias são as propostas nessa área, desde melhorias em unidades de atendimento e compra de equipamentos até discussões sobre o direito ao aborto. Para aprofundar a discussão, o Cadernos de Reportagem realizou uma série de matérias sobre áreas específicas da saúde pública do Rio de Janeiro. 
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Autoridades preparadas para evitar eventual caso de ebola no Brasil?

11 de novembro de 2014

Médica infectologista Otília Lupi, em entrevista à Agência Fiocruz de Notícias, afirma que probabilidade de um infectado chegar ao país é mínima, mas situação preocupa sindicato dos aeroviários no Rio de Janeiro.

Ricardo Faria e Bruno Gavina

O atual surto de ebola já matou 3.439 pessoas na África Ocidental, segundo o boletim da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicado no site da organização no último dia 3 de outubro. O atual surto é o mais extenso e duradouro desde que o vírus foi identificado, em 1976. O boletim quantifica em 45,9% o número de mortos em um universo de 7.492 infectados registrados em cinco países africanos. A maior parte dos casos fatais de ebola ocorreu na Libéria, Serra Leoa e Guiné. Na Libéria, o país mais afetado, cinco pessoas são infectadas a cada hora que passa, segundo a ONG Save the Children.
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Alunos da UFF reivindicam mudanças na forma de entrada na emergência do Huap

9 de novembro de 2014


Fonte: UFF Notícias - Arquivo SCS
Estudantes afirmam que a restrição da emergência apenas para casos de alta complexidade prejudica o aprendizado e a formação de novos profissionais

Gilberto Simões Perez dos Santos

A emergência do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), em Niterói, tornou-se uma unidade referenciada em 2008. A partir de então, apenas os pacientes encaminhados pelos serviços de pronto atendimento passaram a ser atendidos. Para os alunos de Medicina e Enfermagem da Universidade Federal Fluminense (UFF), esse quadro precisa mudar. O problema, de acordo com os estudantes, é que a direção do hospital se recusa a discutir a situação da emergência quanto à forma de entrada dos pacientes. No dia 18 de outubro de 2013 houve uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Niterói para iniciar um diálogo sobre o assunto. Alunos, servidores e gestores foram convidados para o debate, porém representantes da direção não participaram. Com a mudança no perfil da emergência, o hospital, responsável pelo atendimento a cerca de dois milhões de pessoas, em Niterói e municípios vizinhos, recebe somente os casos de alta complexidade oriundos da rede de saúde, o que, para os estudantes, prejudica o aprendizado. 
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Descriminalização do aborto ainda divide opiniões no Brasil

6 de novembro de 2014

Dos 46 milhões de abortos realizados no mundo, 20 milhões ocorrem clandestinamente, provocando cerca de 70 mil mortes todo ano por complicações como infecções, hemorragias e danos uterinos.

Fernanda Queiroz e Maria Clara Pestre


Com 21 anos, sem condição financeira ou um relacionamento estável, E.L., 25, engravidou e decidiu abortar. Em seu país, entretanto, o aborto é considerado crime. Sem alternativas, a estudante buscou uma clínica ilegal. O procedimento aconteceu sem deixar sequelas, e E.L. seguiu para o pós-operatório. Porém, na primeira consulta de acompanhamento ela percebeu um comportamento estranho do seu médico. “Ele ficou passando a mão no meu clitóris de um jeito que não era mais médico, e sim no intuito de me dar prazer. Fez isso também nos seios. Eu percebi, não falei nada, por medo mesmo, afinal, sentia-me uma criminosa, estava confusa”, disse. 

Esse caso, embora particular, ilustra a situação de milhares de mulheres que, ao redor do mundo, buscam o aborto ilegal. Marginalizadas pela escolha de não ter um filho, elas são silenciadas e expostas a violências físicas, mentais e muitas vezes sexuais que ficam à sombra da regulamentação. Na maioria dos casos, as grávidas são submetidas a condições insalubres, ferramentas inapropriadas e utilização de força bruta, motivos que podem causar infecções, hemorragias e até a morte. Todo ano morrem, ao redor do mundo, aproximadamente 68 mil mulheres por complicações geradas por abortos ilegais, representando 13% das mortes maternas no mundo. Esse número, na América Latina, é ainda maior, chegando a 17%, de acordo com a World Health Organization (WHO).

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Brasil é líder mundial em número de cesáreas

4 de novembro de 2014

Por que o número de cesáreas aumentou tanto no Brasil e quais são as alternativas de parto?

Carolina Lopes


O Brasil é o líder mundial de cesáreas, com mais da metade dos partos realizados por meio de cirurgia. Do total de nascimentos, 52% são cesarianas. O número é bem maior que os 15% recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Na rede privada, esse índice chega a 88%. Esses dados foram apresentados pela pesquisa Nascer no Brasil: Inquérito Nacional sobre Parto e Nascimento (divulgada em maio deste ano), coordenada pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) – Fiocruz.
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Região Oceânica sofre com falta de pavimentação e dificuldade de drenagem

12 de maio de 2012
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Por Marcela Macêdo Lourenço
Arte e Montagens de Ildo Nascimento



Locomoção prejudicada por causa dos desníveis, problemas respiratórios recorrentes pelo convívio com a poeira das ruas não asfaltadas, água acumulada nos buracos ajudando na proliferação do mosquito causador da dengue, lama por todo lado a dificultar a limpeza das calçadas. Definitivamente, a falta de pavimentação na Região Oceânica é um problema que preocupa cada vez mais os moradores do local.
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Dia Mundial da Luta Antimanicomial

13 de maio de 2011
Por Ingrid Schumann
Ilustrações de Ildo Nascimento



O Dia Mundial da Luta Antimanicomial, comemorado todo 18 de maio, continua a procurar mais espaço no cenário brasileiro. Com o foco de erradicar a discriminação, defende tratamentos alternativos para os pacientes psiquiátricos ao invés da internação em manicômios. No entanto, o movimento anti-reformista, que é a favor da existência de hospícios, também tem conquistado adeptos. Procurados, nenhum integrante deste setor quis dar entrevista.
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