4 de janeiro de 2014


Os professores do curso de Comunicação Social da UFF Sylvia Moretzsohn e Ildo Nascimento vinham trabalhando no "Casarão", jornal já tradicional no Iacs, voltado para as questões da universidade, quando começaram a pensar na hipótese de um novo projeto de publicação de informação geral.

Daí surgiu o "Aliás," (assim mesmo, com vírgula), que propunha a realização de reportagens à contracorrente, com o objetivo de levar os leitores a refletir sobre suas certezas cotidianas. Um dos aspectos fundamentais da proposta era o projeto gráfico, que subvertia a fórmula consagrada da diagramação, de modo que os textos fossem vistos também como imagens: assim, os títulos podiam estar tanto no alto quanto no meio ou no pé da página, mas sempre integrados à redação da reportagem. Espaços em branco eram valorizados, tanto quanto fotos ou ilustrações.

O projeto voltava-se para uma prática experimental, como pensavam que devia ser um jornal laboratório: não o puro e simples adestramento dos alunos para a aplicação das técnicas habituais, mas um espaço que estimulasse a criatividade e a inovação. Essa perspectiva também influenciou o velho "Casarão", que foi reestruturado e lançado num formato maior, com periodicidade mais alargada (trimestral), como uma revista.

O "Aliás," teve vida curta: durou de 1998 a 2000. Foram cinco números publicados em papel, os dois iniciais custeados pelos próprios professores orientadores. Alguns outros números foram produzidos, mas não impressos, diante das dificuldades crônicas de estrutura na universidade. Assim, o projeto se encerrou.

Mas ressurge aqui em versão digital para impressão no formato A4, as edições 1, 2, 3 e 4, como um exemplo do que tentamos e que pode ser recuperado, revisto e transformado por quem desejar alargar o horizonte das experiências jornalísticas no âmbito da universidade.

Aliás, nº 1: abril de 1998 (Dropbox / Scribd).
Aliás, nº 2: agosto de 1998 (Dropbox / Scribd)
Aliás, nº 3: maio de 1999 (Dropbox / Scribd).
Aliás, nº 4: setembro de 1999 (Dropbox / Scribd).

Em tempo: não registramos a "marca". De repente, deparamos com a reforma gráfica do jornal O Estado de S.Paulo, que, entre outros cadernos, lançou o "Aliás," (com vírgula e tudo), suplemento dominical de cultura e política. Ficamos felizes com a coincidência.
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Série Baú de Reportagens

6 de dezembro de 2010


A Rocinha agora é a bola da vez. Sem frequentar o noticiário policial desde 21 de agosto, quando uma operação policial aparentemente precipitada resultou num confronto com um “bonde” de traficantes em São Conrado, a maior e mais turística favela do Rio volta às manchetes ameaçadoras, que asseguram estar tudo pronto para a “invasão” militar.
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Série Baú de Reportagens

6 de dezembro de 2010
Por Max Silva e Rodrigo Franco
Ilustrações: Ildo Nascimento

Matéria realizada em julho de 2007



O “tour in Rocinha” é um dos itinerários mais concorridos da Jeeptour, empresa especializada em passeios pelos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro. A favela, apresentada como “a maior da América Latina”, atrai em média seis mil visitantes por ano.

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Série Baú de Reportagens

6 de dezembro de 2010
Por João Paulo Gondim Cardozo
Ilustrações: Ildo Nascimento

Matéria realizada em julho de 2007

A van branca saiu do hotel Copacabana Palace pontualmente às nove da manhã da segunda-feira, 23 de julho. O motorista Antônio Alves, 44 anos, morador de Vila Canoas, faz mais uma vez o passeio até sua comunidade. Antes, uma longa escala na Rocinha – “A maior favela da América Latina”, como diz o clichê.

No veículo, o casal lituano Birute Zemgulyté, 32 anos, e Roberta Pogorelis, 23, está ansioso. Os namorados almejam contato “mais genuíno” com o Rio de Janeiro. Há duas semanas no Brasil, tendo passado pela Bahia, têm objetivos distintos. “Trabalho em uma rádio em Vilnius (capital lituana) e soube que a Rocinha possui muitas estações. Quero conhecê-las!”, pretende Zemgulyté, que disse ter ficado impressionado com o morro Dona Marta, em Botafogo. O interesse da estudante de turismo Pogorelis é conhecer modelos alternativos para essa atividade.

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Cadernos de Reportagem é um projeto editorial do Curso de Comunicação Social da UFF lançado em 3 de outubro de 2010.
 
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