Estudantes sim, mães também!


24 de maio de 2016


Por Emanuela Neves do Amaral

Estar na universidade pública hoje não é nada fácil. Antes mesmo de entrar no curso que escolheu, o estudante passa por uma maratona de processos seletivos e disputa vagas num cenário de intensa concorrência.Quando entra se depara com diversas dificuldades que uma instituição de ensino público hoje tem, como a falta de professores, infraestrutura muita vezes precária e falta de auxílio estudantil.
Agora, há um grupo de mulheres na universidade que, além de enfrentar tudo isso, tem que lidar com o desafio de ser estudante e mãe. Entre os cuidados com a criança, a mãe enfrenta a dificuldade de acesso aos espaços da universidade, a falta de vaga na creche universitária, pouco tempo de licença maternidade, falta de auxilio satisfatório e diversas outras barreiras até o fim da graduação.
“Entrar na universidade pra mim foi um sonho, que eu venho batalhando pra realizar. Mas é bem difícil, porque a universidade hoje é muito excludente para as mulheres que são mães. Eu já fui barrada com meu filho no bandejão. Trouxe ele várias vezes nas aulas, os professores são bem flexíveis com essa questão mas os demais espaços não são acolhedores. Eu me sinto excluída, porque várias coisas eu não posso participar por ter um filho. Tem coisas que eu quero ir e que não pode criança. As universidades embora tenham creches não é fácil entrar. Agora foi municipalizado e as mães universitárias não têm acesso a isso. Isso complica bastante o dia a dia”, conta Beatriz, estudante de Sociologia da UFF que foi mãe do primeiro filho ainda no ensino médio, antes mesmo de entrar na universidade.


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Por uma acessibilidade para todos



24 de maio de 2016


Por Juliana Caldeira

Desde janeiro desse ano, lei assegura a pessoas com deficiência direitos básicos, como saúde e educação. Com isso, escolas são proibidas de cobrar ou negar vagas a alunos especiais

2016 começou com boas notícias para as pessoas com deficiência no Brasil, pelo menos no papel. Sancionada em julho do ano passado, a “Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência” (LBI- Lei 13.146/15) entrou em vigor no dia 2 de janeiro, eliminando barreiras de acessibilidade em áreas de saúde, transporte, moradia, serviços, educação, esporte e cidadania por meio do respaldo às pessoas com deficiência para exercerem seus direitos em diversas esferas sociais. O estatuto vem para mudar de vez alguns comportamentos da sociedade, pois com essa aprovação não é mais o deficiente que precisa se adaptar. Tudo deve funcionar de maneira com que esse público possa ser recebido sem nenhuma diferença. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente no Brasil existem 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência.

Um dos problemas enfrentados por essa parcela da população é o acesso à educação. Apesar de ser proibido por um decreto legislativo (n° 186) do ano passado, surgiram casos de escolas que cobravam uma taxa extra dos pais para o cuidado dos pequenos ao invés de investirem em profissionais capacitados, colocando a inclusão dos filhos nas mãos dos familiares. A partir de agora, as escolas tanto públicas quanto privadas não podem cobrar a mais do aluno especial e sim devem se adaptar às necessidades desses estudantes. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), as unidades de ensino não podem recusar matrículas de alunos com deficiência, pois a partir da nova lei, se isso acontecer deve ser considerado crime, com pena de dois a cinco anos de reclusão e passível de multa. Logo, as instituições não podem adiar ou cancelar a matrícula de algum aluno por ele ser deficiente.
No município do Rio de Janeiro, o trabalho de inclusão de crianças com necessidades especiais nas escolas da rede pública tem avançado a cada ano. Para aperfeiçoar o atendimento aos alunos da Educação Especial, a Secretaria Municipal de Educação, em parceria com o Instituto Municipal Helena Antipoff (IHA), desenvolve atualmente um trabalho pedagógico especializado, além de promover aos profissionais de educação uma formação continuada para que eles atuem diretamente com esses alunos.

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Sertanejo faz do estudo ferramenta para mudar de vida

24 de maio de 2016

Por Larissa Ramos Regis

José Silvestre é atualmente licenciado em Pedagogia e em Letras pela Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos (FAFIDAM), da Universidade Estadual do Ceará (UECE), e possui pós-graduação em Metodologia do Ensino pela UECE e em Planejamento Educacional pela Universidade Salgado de Oliveira. Possui quatro livros publicados e um no prelo, além de uma série de histórias para contar àqueles que se prontificam a ouvir seu jeito sério, porém sereno e paciente de proferir suas narrativas.

A casa de seu José tem um tradicional alpendre onde fica uma pequena mesa de madeira e uma cadeira de plástico. Os que passam à sua frente a qualquer hora do dia dizem sempre vê-lo cercado de livros milimetricamente organizados, enquanto imerge por horas a fio em seus conteúdos e escreve à mão pilhas de papeis que ele guarda em pastas separadas por assunto. Protagonista de uma história cheia de percalços e privações, porém de realizações e reviravoltas, José é uma personalidade singular em sua comunidade pelo exemplo de vida que traz consigo nos seus 79 anos de idade.





            Nascido na zona rural da cidade de Limoeiro do Norte, no interior do Ceará, ele teve uma infância carente de recursos básicos de qualidade de vida. Nenhuma perspectiva havia para além dos limites de sua comunidade, que economicamente é estruturada pela agricultura submetida às intempéries do semiárido. Sequer rede elétrica existia naquela região durante a década de 30, período em que nasceu. Muitos anos depois a eletricidade se instaurou. Rádio de pilha era artigo de luxo e a noite era sempre um breu silencioso sob o céu do sertão que forçava as crianças a dormirem muito cedo.
            Carne era um alimento que só se consumia nos fins de semana de maior fartura. José nos conta que até mesmo a água usada para lavar o arroz era alimento na época. A base de sua alimentação era rica em farinha e feijão, produtos que eram cultivados na lavoura local. A fome assolava o povo, que se desdobrava no trabalho árduo para vender seus produtos artesanais e cultivados na feira de Limoeiro.

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Você não tá me ouvindo?

Uma pesquisa sobre o ensino destinado aos deficientes auditivos
21 de fevereiro de 2014

Foto: inclusaodossurdos.blogspot.com
Juliana Pimenta
Os debates sobre a educação no Rio de Janeiro não se esgotam. Manifestações recentes estouraram nos principais pontos da cidade. No entanto, pouco se fala sobre a educação especial. Só a rede municipal de ensino do Rio de Janeiro abriga 11.840 alunos com deficiência, segundo análise divulgada pela Prefeitura em outubro do ano passado. 

Os surdos/deficientes auditivos estão incluídos nessa parcela. A surdez ou hipoacusia é um termo que serve para definir a perda auditiva. Essa deficiência pode vir desde o nascimento, ou pode ser desenvolvida ao longo dos anos. 
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Enem: avanços e limitações para democratizar o ensino superior

19 de fevereiro de 2014

Laura da Silva Alonso e Leonardo Moura Rodrigues

Não há como escapar. Queiram ou não, os estudantes que almejam uma cadeira na universidade precisam prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Anteriormente usado como instrumento de avaliação do ensino médio brasileiro, o Enem tornou-se, desde 2009, o principal processo seletivo para ingressar nas universidades públicas federais do país. O aluno que quer pleitear uma vaga nessas instituições deve se preparar para apenas uma prova à medida que os tradicionais vestibulares de cada universidade são extintos. E não é só essa a finalidade do exame: os centros de ensino privados são filiados ao Programa Universidade para Todos (ProUni), e concedem bolsas de estudos aos alunos de acordo com suas notas no Enem. Em 2013 foi criado o Sistema de Seleção Unificada para Cursos Técnicos (Sisutec), que disponibilizou 239.792 vagas em cursos técnicos e profissionalizantes para aqueles que fizeram a edição 2012 do exame. A disputa de bolsas de intercâmbio no programa Ciência sem Fronteiras (CsF) exigirá também uma nota mínima no Exame.
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4 de abril de 2013

 Pais de alunos ainda tentam brigar pela permanência da instituição,
a quarta melhor do Rio e a 10ª  melhor do Brasil, segundo o IDEB

Thayuan Leiras

A Escola Municipal Friedenreich será demolida. É o que garante a Prefeitura do Rio. Responsável pelas obras do novo complexo esportivo Estádio Mario Filho (Maracanã), a gestão municipal afirmou, por meio da Secretaria Municipal de Educação, que a escola será derrubada e as crianças, realocadas para uma nova unidade, que ainda será construída. A prefeitura, porém, divulgou que ainda não há um projeto para a construção da nova escola nem a definição do local onde serão realizadas as obras. No lugar da instituição de ensino, está prevista a construção de uma quadra de aquecimento de atletas para o Maracanãzinho.

O imbróglio sobre o destino da Friedenreich não é recente. Começou em 2009, quando o vereador Carlo Caiado (DEM) desenvolveu projeto de lei – número 469/2009 – para tombar o colégio, alegando interesses sociais e educacionais. A iniciativa foi levada à Câmara em dezembro do ano passado. O projeto de lei foi aprovado na Câmara em primeira instância. Segundo o município, os estudantes da Friedenreich continuarão sua rotina no Maracanã até o final de 2013 ou até a nova escola ficar pronta.
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5 de julho de 2012
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Márcio Castilho

A implantação de uma série de dispositivos por parte de órgãos de fomento vem criando uma lógica de isolamento entre os pesquisadores, enfraquecendo, ao mesmo tempo, espaços de discussão e de solidariedade entre os docentes em programas de pós-graduação. Uma pesquisa dos professores Décio Rocha e Bruno Deusdará, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), mostra que os critérios têm caráter prescritivo, ou seja, influenciam as formas de atuação acadêmica, com pontuações diferenciadas para cada tipo de atividade exercida e indicações até mesmo sobre como proceder para que um artigo científico seja considerado “publicável”.
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4 de julho de 2012
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André França Rocha Borba

“O meu trabalho possui certas ‘especificidades’ que outros não têm”. “Só eu lido com prazos inadiáveis dos órgãos de fomento”. Esses argumentos, tão comuns no meio acadêmico, procuram justificar a situação dos professores de pós-graduação, que nunca aderem a greves em universidades, como esta que se iniciou em 17 de maio e hoje reúne 95% das instituições federais de ensino, segundo o sindicato nacional dos docentes do ensino superior (Andes). A ideia de que “pós-graduação não faz greve” sugere que, apesar de estarem no mesmo barco, os professores das universidades públicas enfrentam tensões internas que acabam resultando na divisão da categoria.
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Reuni em xeque

9 de junho de 2012
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Por Larissa Morais e Ana Paula Bragaglia
Ilustração de Ildo Nascimento



Criado no primeiro ano do governo Lula com o objetivo de ampliar o acesso dos brasileiros à educação superior e divulgado desde então como ponto alto da plataforma petista para a área de Educação, o Reuni está posto em xeque na greve das universidades públicas.

A sigla quer dizer Reestruturação e Expansão das Universidades Federais. A expansão de fato aconteceu, mas a reestruturação deixou a desejar. Para expor os problemas que universidades de todo o país estão enfrentando, a professora Kátia Lima, da Escola de Serviço Social, expôs o resultado de sua pesquisa sobre o tema no último dia 30 de maio, no Instituto de Arte e Comunicação Social (Iacs).

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Comando de greve da UFF organiza calendário

26 de maio de 2012
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Por Márcio Castilho
Ilustração de Ildo Nascimento



O Comando Local de Greve da Associação de Docentes da UFF (Aduff) está realizando atos de mobilização em diferentes unidades para reforçar a adesão à greve de professores, iniciada no último dia 22. As atividades incluem debates e panfletagem nos campi para conscientizar a comunidade acadêmica sobre os motivos da greve e sua importância para a melhoria na qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão nas Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes).

Representantes da Aduff reforçam a necessidade da incorporação de um número maior de docentes junto ao comando de greve para levar o debate às unidades da UFF que ainda não aderiram ao movimento. O calendário de mobilização pode ser consultado no site da Aduff. A próxima assembleia geral está marcada para o dia 29 de maio, às 14h, no Auditório Florestan Fernandes, na Faculdade de Educação, bloco D, no campus do Gragoatá.

A reestruturação da carreira docente, com a valorização do piso e a incorporação das gratificações, e a melhoria das condições de trabalho estão entre as principais reivindicações do movimento docente. Na assembleia do dia 22, os professores fizeram críticas ao modo como vem sendo conduzido o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e ao caráter produtivista da pesquisa acadêmica estimulado pelos órgãos de fomento.

Na ocasião, os professores manifestaram dúvidas em relação ao que não deve funcionar e ao que pode ser considerado atividade de greve, especialmente nas unidades situadas no interior fluminense. Os debates nos campi têm o objetivo de esclarecer também outros questionamentos, como a situação dos docentes em estágio probatório na UFF. Dos 2.950 docentes, cerca de mil (1/3 do total) estão nessa condição. O comando de greve esclareceu que a Andes já divulgou análise jurídica da situação dos professores em estágio probatório, substitutos e visitantes, os quais teriam direito de aderir à paralisação nacional.

Após a última assembleia, os professores ganharam o reforço dos estudantes, que também decidiram entrar em greve, e servidores técnico-administrativos no ato público realizado na Praça do Araribóia, em frente à estação das barcas, no Centro de Niterói.
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Reajuste para professores de federais fica atrás da inflação

24 de maio de 2012
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Por Larissa Morais
Ilustração de Ildo Nascimento



O reajuste de 4% para os professores das universidades federais, pago através de Medida Provisória no contracheque de maio, não cobre sequer a inflação do ano passado. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é usado como referência para a atual política de metas de inflação, ficou em 6,5% em 2011.

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A greve nas federais e o reajuste engana-trouxa

19 de maio de 2012
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Por Sylvia Moretzsohn
Ilustração de Ildo Nascimento





Na mesma semana em que a Andes, o sindicato nacional dos professores de universidades federais, anunciou a deflagração de uma greve, o Ministério da Educação divulgou nota informando que havia sugerido à Presidência da República a edição de Medida Provisória para garantir o pagamento do reajuste salarial de 4% prometido para março, mas ainda não pago, e a incorporação das “gratificações específicas do magistério superior”(conhecidas pela sigla “gemas”, o que sempre foi um convite quase irresistível a todo tipo de ironia) ao salário-base.
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Depois de dois meses, professores de Niterói encerram greve sem conquistas

31 de outubro de 2011
Por Elena Wesley e Thamiris Alves

Depois de dois meses, professores de Niterói encerram greve sem conquistas

Cinquenta dias de greve, entre os meses de agosto e outubro, com atos públicos, assembleias, abaixo-assinados e divulgação através das redes sociais da internet, não bastaram para que os professores da rede municipal de Niterói conquistassem qualquer das suas reivindicações. O prefeito Jorge Roberto Silveira não recebeu os grevistas. Com a cassação da liminar que garantia o movimento, os professores retornaram às aulas e terão descontados os dias de paralisação. Os manifestantes pretendem manter a mobilização para conquistar aumento salarial e melhores condições de trabalho. A greve foi ainda uma oportunidade para contestar o processo de aprovação automática e denunciar supostos desvios de verba.
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O politicamente correto ataca outra vez

22 de janeiro de 2011
Por Marco Vito Oddo
Ilustrações de Ildo Nascimento



m vez de “crioulo”, “escravo”. As Aventuras de Huckleberry Finn e Tom Sawyer, dois clássicos da literatura mundial, serão relançados em fevereiro em uma versão politicamente correta. Escritas por Mark Twain, as obras serão publicadas em um único volume, com alterações feitas pelo professor Alan Gribben, da Universidade de Auburn, no Alabama. Gribben afirma que a substituição da palavra “nigger” por “slave” tem como objetivo ampliar o número de leitores de Twain, já que a versão original seria incômoda para algumas pessoas. A iniciativa gerou uma previsível controvérsia em torno da adulteração de uma obra literária retirada do contexto histórico em que foi produzida e chega ao Brasil pouco depois da polêmica em torno de outro clássico infanto-juvenil, Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, que uma comissão do MEC sugeriu excluir das escolas públicas.
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Professor questiona recurso “didático”

22 de janeiro de 2011
Por Marco Vito Oddo

André Dias, que fez mestrado em educação brasileira, considera que as notas explicativas propostas pela Secretaria de Igualdade Racial seriam desnecessárias se o sistema de educação recebesse mais investimentos. Segundo ele, não há um programa de educação para os próximos 10 anos e, mesmo com a melhoria das universidades, o ensino básico continua em estado precário. “O sistema de educação está em crise, falido, e isso se reflete tanto no corpo docente como no discente”.
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