Comando de greve da UFF organiza calendário

26 de maio de 2012
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Por Márcio Castilho
Ilustração de Ildo Nascimento



O Comando Local de Greve da Associação de Docentes da UFF (Aduff) está realizando atos de mobilização em diferentes unidades para reforçar a adesão à greve de professores, iniciada no último dia 22. As atividades incluem debates e panfletagem nos campi para conscientizar a comunidade acadêmica sobre os motivos da greve e sua importância para a melhoria na qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão nas Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes).

Representantes da Aduff reforçam a necessidade da incorporação de um número maior de docentes junto ao comando de greve para levar o debate às unidades da UFF que ainda não aderiram ao movimento. O calendário de mobilização pode ser consultado no site da Aduff. A próxima assembleia geral está marcada para o dia 29 de maio, às 14h, no Auditório Florestan Fernandes, na Faculdade de Educação, bloco D, no campus do Gragoatá.

A reestruturação da carreira docente, com a valorização do piso e a incorporação das gratificações, e a melhoria das condições de trabalho estão entre as principais reivindicações do movimento docente. Na assembleia do dia 22, os professores fizeram críticas ao modo como vem sendo conduzido o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e ao caráter produtivista da pesquisa acadêmica estimulado pelos órgãos de fomento.

Na ocasião, os professores manifestaram dúvidas em relação ao que não deve funcionar e ao que pode ser considerado atividade de greve, especialmente nas unidades situadas no interior fluminense. Os debates nos campi têm o objetivo de esclarecer também outros questionamentos, como a situação dos docentes em estágio probatório na UFF. Dos 2.950 docentes, cerca de mil (1/3 do total) estão nessa condição. O comando de greve esclareceu que a Andes já divulgou análise jurídica da situação dos professores em estágio probatório, substitutos e visitantes, os quais teriam direito de aderir à paralisação nacional.

Após a última assembleia, os professores ganharam o reforço dos estudantes, que também decidiram entrar em greve, e servidores técnico-administrativos no ato público realizado na Praça do Araribóia, em frente à estação das barcas, no Centro de Niterói.

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